segunda-feira, 11 de março de 2013

O dia da minha mãe!

Decidi escrever esse post somente hoje, por causa da polêmica gerada no dia 08 de março, dia da mulher.
Polêmicas, me dão preguiça... Muita preguiça! Logo minha paciência acaba e eu quero baixar a cabeça e dormirzzzzzz!
Sou de dar a minha opinião e pronto. Quem achar que tá bom, bom! Quem não achar, por favor, não me faça escrever uma tese em defesa do meu ponto de vista. Não sou dessas!
Eu entendi o significa do dia da mulher, bem cedo. Para ser exata, eu tinha apenas 4 anos na época. Meus pais se separaram e mamãe grávida, teve que mudar completamente sua rotina de vida ( antes dona de casa e filha de uma dona de casa). Ela tinha um curso superior de Letras, o que graças à Deus concluíra de forma louvável, por se tratar de uma  mulher extremamente inteligente. Mas experiência... Nenhuma! Nem com burocracias litigiosas, nem com suas finanças, nem com nada que não fosse o seu universo doméstico e literário. No final das contas e do relacionamento, tudo se resumiu em: pensão mensal, visitas nos finais de semana e todo aquela rotina padrão que serve para o juiz, mas não serve para nós, filhos! Porque falo isso? Tive quartinho na casa do meu pai, visitas ao parque, ao circo, amor, carinho... E muitas convenções sociais... Desenvolvidas durante anos e anos de experiência de uma cultura machista!
Nós "tínhamos" que ficar com mamãe. Mesmo enquanto ela se erguia do zero, para enfrentar tudo e todos. Ela era "obrigada" a cuidar da gente, da sua carreira, da casa... De absolutamente tudo! Não era culpa do meu pai, nem do meu avô, nem do meu bisavô... Talvez do meu tataravô... Mas culpa, não resolve carência de cuidado e atenção. Garra e vontade, sim!
E é aqui que eu quero chegar!
Fui gerada num ventre guerreiro! Sou filha de uma lutadora! Forte, imbatível, incansável... Essa é a minha mãe!
Ela venceu uma batalha por dia ao longo desses anos. Batalhas sociais, financeiras, físicas... Muitas delas! Talvez, quando esse post for lido por pessoas próximas a nós, elas achem um "que" de exagero nas minhas palavras, o que é comum em quem não vivencia os problemas diários dos outros, não é mesmo?!
E o preconceito? Nem queiram saber! Esse supera todos os males, na verdade, esse é o pior dos males! Os olhares das pessoas por sermos "muito soltos" como éramos definidos, eu e meu irmão. Isso significava que éramos "largados"como diziam, nas mãos das empregadas, já que mamãe trabalhava 8h por dia e mais 2h extras após o expediente e não tinha outra opção. Existiram muitas mãos solidárias, que são queridas até hoje. E mesmo as que não foram, seguiram perdoadas por mamãe, que é um ser essencialmente bom. Incapaz de ver maldade em alguém. Lutei muito com isso... Porque eu via a maldade e tentava defendê-la, afinal fomos cúmplices a vida inteira! Lutávamos juntas, vencíamos juntas e criamos meu irmão juntas!
Como mamãe superava isso? Como ela conseguia? Achei essa resposta depois que me tornei mãe. Fomos nós, eu e meu irmão! Éramos a alavanca propulsora dela! Dia após dia, recebíamos amor, carinho, atenção, desmedidamente! O tempo era pouco... Mas tinha uma qualidade incrível! Porque mamãe é incrível!
Hoje ela é a Voringui, apelido que os netos Cacá, Nãna, Mimi, Júfa e Netuco, carinhosamente deram pra ela e receberam esses em troca!
A alma? Eternamente jovem! Sempre pra frente, animada, divertida, querida... Uma linda!
É essa a lição do manual de hoje: tempo de qualidade não é tempo perdido! Pelo contrário, quebra barreiras e desfaz sofrimentos que nem Freud saberia explicar! 
Obrigada Fafá, minha linda, meu amor! Devo TUDO à você!






Nenhum comentário:

Postar um comentário